Os miúdos crescem a olhos vistos. Sem conseguirmos guardar todas as suas histórias, expressões e a sua forma única de olhar para o Mundo.

Como é que o mundo é visto pelos seus filhos?

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Como é que o mundo é visto pelos seus filhos?

O primeiro baptizado do Manel

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O primeiro baptizado do Manel

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Na semana passada o Manel de 4 anos foi ao baptizado do seu primo e durante toda a cerimónia ficou intrigado com a batina do senhor padre. Não entendia o porque de ser tão grande e esvoaçante. No fim da cerimónia não se conteve e com coragem perguntou: "Você voa?"
Na semana passada o Manel de 4 anos foi ao baptizado do seu primo e durante toda a cerimónia ficou intrigado com a batina do senhor padre. Não entendia o porque de ser tão grande e esvoaçante. No f...

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A vida após a licença

Voltei esta semana ao trabalho após a minha licença de Paternidade! O que posso dizer é que é duro… É duro porque, durante aquilo que nos parece ser um curtíssimo período de tempo, nos habituamos a certas rotinas e a certas coisas que depois deixam um vazio muito grande! Coisas simples como ficar na cama a brincar com o nosso filho de manhã, termos a oportunidade de todos os dias lhe dar o almoço, ir passear ao Jardim depois de almoço ou simplesmente ficar a olhar para ele a dormir a sesta, tornam-se facilmente momentos altos dos nossos dias… E acima de tudo, momentos altos que, de um dia para o outro, deixamos de conseguir replicar com a assiduidade desejável! Na minha opinião (sempre a tive e isto apenas veio servir de confirmação) é pouco tempo…. Principalmente porque é tempo suficiente para criarmos hábito! A partir de certa altura ingenuamente fantasiamos que aquela é agora a nossa vida…. Que é assim que vamos viver para sempre! Como pode não ser? Estamos a estreitar os laços com os nossos filhos, estamos a dar-lhe o que eles mais querem e precisam e estamos totalmente dedicados ao que é verdadeiramente mais importante nas nossas vidas! “Há muitos países em que é ainda menos tempo! Há países onde nem sequer tens direito a nada! “ dirão muitos. Pois, mas também os há onde temos direito a muito mais! Porque temos sempre de nos guiar por aqueles que têm menos que nós e não almejar aos que têm mais? Não digo que não seja difícil para o Estado e para as entidades empregadoras. Mas será um sacrifício ou um investimento? O Estado não terá um retorno futuro muito maior se as crianças crescerem mais felizes (e acreditem que crescem…)? As empresas não terão um retorno muito maior se tiverem colaboradores mais felizes e focados ao invés de pessoas a sofrer de ansiedade da separação? E isto é válido também para mães…. Também acho que têm pouco tempo para estar em casa com os filhos e também acho que toda a gente tem a ganhar se lhes for permitido estar mais tempo com os filhos! Bem sei que isto não pode ser algo que dure para sempre e que, na verdade, têm sido dados passos muito importantes neste tema, principalmente no que aos Pais diz respeito! Sei que estou a escrever ainda muito a quente e tudo parece pior! Mas sendo algo que comprovadamente é tão benéfico para todas as partes gostava que se pensasse em alternativas para tornar isto mais fácil! Algo que não fosse este dá e tira que inevitavelmente sinto desde que o Sebastião nasceu. Ao contrário da opinião de muita gente, acredito que estes primeiros tempos são os mais importantes e marcantes naquilo que vai ser o desenvolvimento das crianças. É altura em que são mais permeáveis ao que as rodeia e ao mesmo tempo dependentes de quem as rodeia. Será pedir demais estar focado a 100% nisto? Será pedir demais estar sempre presente? Será pedir demais que ele comece este caminho de mãos dadas com o Pai e a Mãe? Não me parece… Para a semana estarei de volta… Um pouco mais bem-disposto, acredito... Photo by: http://www.ties.pt/  

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A vida após a licença

Voltei esta semana ao trabalho após a minha licença de Paternidade! O que posso dizer é que é du...

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O primeiro Dia do Pai deste Pai

Ao longo da minha vida, fui sempre olhando com olhos diferentes para o Dia do Pai.  Começou por ser, simplesmente, o dia em que fazíamos pisa-papéis ou marcadores de livros de livros na escola. Pelo menos no meu caso, posso dizer que as lembranças que produzíamos para os nossos Pais não variavam muito destas opções, ou seja, num ano uma pedra decorada, no outro um pedaço de cartão decorado. Mas, a verdade é que sempre gostei de as fazer, apesar de não ser muito prendado no que toca às artes manuais. Havia algo de especial naquela pedra que eu pintava para oferecer ao meu Pai e que depois via exposta lá em casa com algum destaque ao pé de outras coisas mais a sério...  Com isto, chego à próxima fase! A fase em começo a achar estranho e um pouco sem sentido, ter um monte de pedras pintadas ou rectângulozinhos de cartão rabiscados em vários cantos da casa. Com o avançar dos anos e, por conseguinte, do número de lembranças, comecei a achar que esta repetição não era lá muito boa ideia... Ainda por cima, porque conseguia ver agora que aquilo que antes achava serem obras de arte, na verdade não o eram! Comecei então a pensar que o meu Pai merecia algo melhor e lá fui pedindo uns trocos para comprar uma prendinha que daria todo orgulhoso quando dissesse “Feliz Dia do Pai”. Era, talvez, mais impessoal, mas sentia que era coisa muito mais digna do que umas míseras pedrinhas! Ao envelhecer mais uns aninhos, começamos então a dar um pouco mais valor à semanada e menos a estas coisas de presentinhos... Ficamos menos crianças e mais parvinhos, e creio que todos passámos por isso! Entramos assim na fase dos cartões! Fossem feitos à mão, comprados e assinados ou até surripiados na papelaria dos avós (bem sei que esta opção não deve ser assim tão comum, mas no meu caso era de facto algo real...) nesta altura queria apenas mostrar que me tinha lembrado e tentar dizer, em poucas palavras, que esperava que fosse um bom dia! Depois fartei-me! Algures no final da adolescência, decidi que, para mim, tinham acabado os “Dias de...”. No bom espírito rebelde dos jovens, convenci-me (não sem alguma razão...) que estes dias são apenas uma cabala para nos obrigarem a gastar dinheiro e fiz boicote! Claro que nunca deixou de haver um telefonemazito, um beijinho ou uma palavra especial, para não arriscar ferir suscetibilidades, mas os presentes acabaram e de alguma forma a importância do Dia em si também desapareceu. Assim se vai mantendo até hoje... Pelo menos até há uma semana! Confesso que continuo a não achar grande piada a estes dias (excepção feita ao Dia da Criança, que “celebrei” com fulgor até à minha maioridade...) e que continuo a achar que são uma necessidade estranha que se criou às pessoas para se oferecerem coisas. São um dia onde todos os filhos e todos os Pais são bons e onde se partilham infinitas dedicatórias e fotos antigas nas redes sociais. Mas tenho de dizer que o passado dia 19 foi, de facto, diferente. Não pelo presente lindo que “o meu filho” me ofereceu... Não por toda a gente com que falei nesse dia me ter dito “Então?! Este ano já estás também do outro lado, hein?” (ao que apenas podemos responder com um sorriso e um seco “Sim, sim!”)... Não foi por ter saído para passear com o meu filho nesse dia... Não foi por ouvir um “Para ti também” quando desejei “Bom-dia do Pai” ao meu Pai! Mas houve algo especial quando “vimos os dois” a bola juntos, equipados a rigor nesse dia... Quando olhava para ele e sabia que dia era... Havia ali algo diferente! Deixei-me levar, lá fiz a partilha da praxe no Facebook, voltei subitamente a dar muito valor aos pisa-papéis e aos marcadores de livros, e pensei que não vejo a hora de receber um...  Para a semana aqui nos encontramos outra vez... Até lá!

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O primeiro Dia do Pai deste Pai

Ao longo da minha vida, fui sempre olhando com olhos diferentes para o Dia do Pai.  Começou por ...

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Ver mas não tocar

Tenho percebido, ultimamente, que ao ficarmos de licença e por conseguinte, termos mais tempo sozinhos com o nosso filho, ficamos mais atentos a certas coisas que antes não ligávamos muito. Uma dessas coisas, sobre a qual começo a sentir necessidade de desabafar é a surpreendentemente grande quantidade de pessoas que me aborda quando estou sozinho com o Sebastião na rua. Não estou a falar dos simples “É tão bonito”, “É um rapaz?” ou “Que riquinho” (coisa que descobri agora que é mesmo algo que as pessoas dizem). Estou a falar da facilidade com que gente que nunca vi na vida, passa por mim numa esplanada e diz “Posso ver?” enquanto agarra no carrinho e o viram para eles, transformando a sua própria questão numa questão retórica. Confesso que as primeiras vezes cheguei a ficar um bocado babado... Achava claramente que era algo que só faziam com o Sebastião por ser uma lindeza de criança e não me importava de ser incomodado por isso! (Ingenuidade de pai de primeira viagem, eu sei!) Contudo, com o passar do tempo, o aumentar das vezes que isto sucedia e com uma observação mais apurada da atitude das mesmas pessoas para com outros bebés, percebi que se tratava apenas de um ser humano querer olhar para outro, porque sim. Os Pais, são meros espectadores deste processo, servindo apenas para o observador despejar o seu aviso / pergunta de que vai ver o bebé. Seguidamente, pegam no carrinho, viram-no conforme lhes aprouver para poderem mirar e lá ficam um bocado à conversa com a criança. Uns “gugu-dádás” depois (no melhor dos cenários), já satisfeitos, voltam a colocar o carrinho na posição inicial, viram costas e vão à sua vida com ocasional “Obrigado” ou “Desculpe”. De notar que depois da primeira pergunta (na qual ninguém espera por resposta) não há qualquer questão adicional... Não interessa se o bebé está a dormir, se o carrinho está ali por alguma razão em particular ou sequer se me importo que um perfeito desconhecido pegue no carro onde está o meu filho e durante uns segundos o trate como seu. Na maioria das vezes não me importo, de facto. Com mais ou menos paciência lá vou sorrindo, acenando com a cabeça e concordando com os elogios que vão sendo feitos. Mas não deixo nunca de me questionar onde é que isto nasceu. Quem terá sido a primeira pessoa que olhou para um Pai com um bebé e pensou “Bem... Vou ali olhar para aquela criança! Quer-me parecer que tenho todo o direito disso!”. Bem sei que os bebés são criaturas cativantes e maravilhosas, mas não deixam de ser pessoas. Não seria estranho que quando estivessem num café com amigos, alguém se chegasse ao pé desses amigos e dissesse “Olhe, vou só ver aqui este tipo!” enquanto vos rodava a cadeira onde estão sentados para que ficassem os dois cara a cara? Dito assim parece parvo, certo? E há mais. Uma grande maioria dos praticantes desta actividade, não tem também grande pejo em largar uma festinha ou uma coceguinha. Se o olhar não me incomoda grande coisa, o tocar já me faz um pouco mais de comichão! Raramente digo alguma coisa e hoje em dia já me vou posicionando a mim e ao carrinho de forma preventiva, mas pela naturalidade das pessoas não tenho dúvidas de que ficariam elas ofendidas comigo se soltasse um “Tente só não lhe tocar nas mãos e na cara” que fosse. Talvez seja eu a ser esquisito, mas voltem ao exercício anterior e adicionem agora o tal estranho a apertar-vos as bochechas... Aumenta ainda mais o grau de estranheza, não é? Em suma... Fico feliz que gostem do meu filho, que sorriam e brinquem quando olham para ele, mas por favor, tentem perceber se não é inconveniente e acima de tudo, não lhe metam as mãos cheias de sei lá o quê na cara. Até para a semana.   Photo by Catarina Ferreira (Ties)

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Ver mas não tocar

Tenho percebido, ultimamente, que ao ficarmos de licença e por conseguinte, termos mais tempo so...

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Prós e Contras da Paternidade

 - Roupa para Lavar (Contra) – Tratar de roupas sempre foi daquelas coisas às quais me tentei escapar! Ao ponto de só pôr roupa a lavar porque não encontrava nada quando abria as gavetas! Pois bem... Isso foi uma coisa que obrigatoriamente teve de mudar desde que fui Pai! Antes de o Sebastião nascer achava que sendo ele um bebé, com roupa tão pequenina isso nunca iria ser um problema... Como é óbvio, estava redondamente enganado! As toneladas de roupa que um ser tão minúsculo reveza são impressionantes. Seja um bolsado, uma babinha, um chichi mal direcionado e lá vai mais uma remessa para o cesto! Isto não contando com babetes e fraldas de pano das quais tinha cerca de 6 de cada quando ele nasceu e achava que era mais do que necessário. Inclusivamente, mais tarde quando a Cláudia me pediu para ir a correr comprar mais, digamos que fiquei surpreendido com a cara que ela me fez quando apareci apenas com mais 3! Hoje já percebi que essa é a quantidade que um bebé de 55 cm gasta de babetes e fraldas num dia! Num simples dia!!! Agora é natural ter cerca de 3 fraldas e 5 babetes aleatoriamente distribuídos por cada divisão, sendo que no final do dia invariavelmente vão todas parar ao Evereste de bodies, baby-grows, collants, e camisolas que habita num espaço cada vez maior da minha, antes imaculada, cozinha.  - Roupa Suja (Contra) – Continuando na senda da roupa suja, é com algum transtorno que tenho vindo a reparar que este fenómeno não acontece apenas com roupa de bebé! O volume da roupa dos adultos que vai diariamente para o cesto da roupa suja também aumentou exponencialmente! Lembram-se quando falei em cima dos bolsados, da baba e do chichi? Digamos que a nossa roupa também não é imune a isto! Seria de esperar que com a quantidade de babetes e fraldas que se usam, isso servisse também para proteger a nossa própria roupa.... Só que não! Nem a nossa roupa, nem os sofás, nem os lençóis, nem os tapetes, nem o chão... E se com os sofás, os lençóis, os tapetes e o chão, aprendemos a fechar um bocadinho os olhos, o mesmo não é possível com a roupa. Sempre fui uma pessoa muito prática nisto, mas hoje em dia posso garantir que várias vezes experimentos 3 toilettes diferentes no mesmo dia. O que cria outro desafio no dia a dia... O contacto com o Sebastião de manhã antes de ir para o trabalho, tornou-se numa odisseia de precisão cirúrgica, pois começo a ficar um pouco cansado de me vestir 2 vezes de manhã ou de levar uma medalha de mérito no ombro, simplesmente porque não tenho mais camisolas na gaveta! - Saídas de casa demoradas (Contra) – Longe vão os tempos em que para ir dar uma volta ao Jardim com a minha mulher apenas precisava de me levantar do sofá e apanhar um casaco! Agora, este simples processo, transformou-se numa verdadeira gincana! É fazer um biberon que vai ser preciso e mais um porque nunca se sabe, é fazer o saquinho dele, é ver se é preciso mudar a fralda outra vez, é ir buscar as mantinhas para tapar a criança, é encontrar pela casa uma ou duas chupetas que estejam em condições de ir para a boca, é lavar uma ou duas chupetas porque nenhuma estava em condições de ir para a boca, é enfiar uma catrefada de “brinquedos” no ovinho para ele ir entretido os 5 minutos que vai acordado e é efetivamente mudar a fralda, porque no meio disto tudo já é preciso... Ah, e é também mudar de roupa porque nestas andanças já temos novamente o ombro todo bolsado! - Desculpa para chegar atrasado (Pró) – Em bom abono da verdade, tudo o que falei antes se desvanece com o tempo... Encontram-se estratégias para acelerar o processo e depressa a linha de montagem está aperfeiçoada para minimizar o transtorno! Mas sendo eu uma pessoa que nunca foi o pináculo da pontualidade, confesso que não deixa de me agradar poder culpar o miúdo, visto que é uma desculpa que, descobri, é universalmente aceite.... Principalmente enquanto ele não fala e não me consegue desmascarar! Bem sei que não é justo, mas acho que fica pago com uma ou duas mãos cheias de babetes sujos para lavar!  - Dormir de qualquer maneira (Pró) – Isto podia e devia ser um caso de estudo! Há não muito tempo, confesso que era um grande esquisito para adormecer! Tinha, no mínimo, de ter a minha almofada de sempre, encontrar a posição perfeita para me sentir totalmente confortável e ter o meu tapa-olhos para a luz não me incomodar! É com algum agrado que vejo que isto são águas passadas.... Dêem-me 5 minutinhos deitado completamente torcido num pequeno espaço no cantinho da cama e com a luz do Sol a bater-me na cara que é mais do que suficiente para bater uma sorna super-revigorante! - Filas no Supermercado (Pró) – Mais do que um Pró, neste momento é uma Lei e justíssima. Tento ao máximo não enfiar o Sebastião num supermercado quando vou fazer as compras do mês mas há, de facto, algo maravilhoso em não ter de esperar 30 minutos na fila para que alguém finalize as compras de 5 meses para uma família de 40 pessoas, quando eu na verdade só vou comprar azeite, que me lembrei a caminho de casa que não tinha para fazer o jantar!

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Prós e Contras da Paternidade

 - Roupa para Lavar (Contra) – Tratar de roupas sempre foi daquelas coisas às quais me tentei esc...

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Licenças, viagens e crianças que não dão trabalho...

Aproxima-se a passos largos a tão aguardada licença de paternidade, mas confesso que os  tantos avisos, maus augúrios e promessas de um cansaço extremo por parte dos amigos se começam a misturar um pouco com a vontade que tenho de ficar um mesinho com o meu filhote em casa!  Tendo tudo isto em conta, penso que não poderia ter feito melhor escolha para esta entrevista do que o João Marchante. O João é Pai da Catarina e passou há relativamente pouco tempo por esta experiência. Quando lhe perguntei como tinha sido para ele, a resposta não me poderia ter deixado mais relaxado: “Acabaram por ser umas feriazinhas”... Ufa, era exactamente o que queria ouvir! Ainda assim acabei por tentar investigar um pouco mais... Será que não houve dias em que ele não tinha tempo para nada a não ser dar atenção à cria? “Ela dormia imenso… Não me chateou nada e, na verdade, hoje em dia pede-me muito mais atenção do que na altura! Nesse mês entretinha-se muito a ela própria... A brincar no parque, a descobrir os brinquedos! É tão calma que tive de ir a algumas reuniões de trabalho nesse mês e ela foi comigo assistir tranquilamente” Ora aí está! De repente consegui voltar aos tempos da inocência onde acredito que vai ser um dos melhores meses da minha vida! A verdade é que quando eu e o Sebastião temos um dia Pai e Filho, consigo dormir à vontadinha até às 11:00 e fazer a minha vida com a maior descontracção do mundo... O que faz muita comichão a alguns dos meus amigos já Pais... Surpreendentemente, os mesmos que me disseram que ia ser um mês horrível... Talvez haja uma relação nisto! Percebo então que muito provavelmente a minha experiência vai ser mais próxima da do João e por isso pergunto se tem algumas dicas e se notou na Catarina alguma diferença de quando ficava com a mãe para quando começou a ficar com ele: “Nela não. Notei diferença foi na Mãe… Passou do 8 para o 80! Antes chegava a casa e dizia: “ Fala comigo… Preciso de um ser humano que saiba comunicar”, quando fiquei eu com ela, passou a: “Ai a minha filhinha… Tive tantas saudades dela o dia todo”” Ao ouvir isto, compreendi o que ele queria dizer, tive um acessozinho de malvadez querida e perguntei se ele às vezes não provocava um pouco a Mãe... Elas estão imenso tempo sozinhas com eles, portanto é normal que nós queiramos meter um pouco de pirraça e ciúmes quando somos nós a ter o poder sobre as as selfies com o pequeno: “Ela tinha, de facto, muita pena de não estar connosco, não eram propriamente ciúmes! Mas eu gostava muito de me meter com ela… Um dia ela chegou mais tarde e eu disse: “Olha Catarina, esta senhora é a tua mãe caso não a conheças." Presumo que não tenha obtido a melhor resposta do mundo, mas ainda assim fico com vontade de copiar!  Com a Catarina sempre a ouvir a nossa conversa, no meio de uma e outra bolacha, acabámos a debater a nossa opinião (que por acaso era semelhante) sobre as sobre-preocupações que os pais têm, quando algo na resposta do João me chama a atenção: “Há pais, claramente, noutro nível de complexidade em relação a coisas que não nos parecem vitais… Nós por exemplo nunca esterilizámos nada! No máximo a água vem quentinha do esquentador. Não estamos propriamente em Maputo… Apesar de já lá termos estado.” Maputo? Como assim Maputo? Fiquei então a saber que a Catarina foi com os Pais a Maputo quando tinha 6 mesinhos… A idade exacta com que o Sebastião vai andar de avião a primeira vez, apesar de uma viagem mais curta! Confesso que sempre odiei viajar de avião ao pé de bebés... Sempre os adorei no solo, mas há qualquer coisa de arrepiante no sentarmo-nos ao lado de um num voo, pois existe sempre a possibilidade de sermos brindados com uma sinfonia de gritos e choro à qual assistimos na primeira fila! Não o estou a ver a acontecer, mas a simples hipótese de o Sebastião decidir ser um desses artistas deixa-me um tanto ou quanto inquieto! Pergunto assim, a medo, como foi a experiência do João: “Tu não sabes o que vai ser… Primeira vez de avião, sabes lá... Estava com muito receio! Mas foram dez horas de avião para cada lado e se ela nos chateou a cabeça (a nós e aos outros passageiros...) uma hora nas vinte foi muito… Podia ter sido terrível e foi maravilhoso!” Fico silenciosamente a desejar ter a mesma sorte para a nossa mini-viagem...  Continuando a conversa, já com a Catarina a fazer uma soneca, acabámos por falar dos maiores desafios que a Paternidade nos trouxe: “Desafios? A fase em que não percebes o que ela quer… Já lhe deste comida, já mudaste a fralda, já dormiu, tem chucha, mas continua a chorar… Tu não percebes o que é e já tentaste todas as respostas que conheces! Nessa altura tens de te revezar para não chegares ao ponto de o quereres atirar à parede! Também me fez muita confusão a quase inexistência de pescoço que eles têm... Tinha de me estar sempre a dizer a mim próprio para não me esquecer de agarrar a cabeça” Depois de agradecer aos céus o nunca ter passado por isto, quis saber se o João já tinha algum tipo de experiência nisto, ou se foi tudo uma novidade: “A primeira fralda que mudei na minha vida foi da Catarina na maternidade! Não fizemos curso nenhum antes do parto, mas fizemos uma consulta pré-natal com o Pediatra que nos ajudou imenso… Chegámos lá um bocado com a postura: “Olá… Temos uma coisa aqui dentro e não sabemos bem o que devemos fazer quando ela chegar” e ele ajudou-nos muito... Para além disso, apostámos tudo naquele calhamaço que é o Grande Livre do Bebé do Mário Cordeiro… É basicamente o nosso manual de instruções… Tem tudo e um índice remissivo óptimo!” Considerando os bons quilos de fraldas mudadas a sobrinhos vejo que, de certa forma, parti em vantagem em relação ao João, mas acabamos por concordar que, inexplicavelmente, há algo em nós que nasce ao mesmo tempo das crianças: “Percebi que tinha muito mais instinto do que pensava… Começas a distinguir sons, expressões e manias num instante” Para além disto, concordamos também que há outras coisas que, apesar de não sabermos, descobrimos muito rápido: “Há uma curva ascendente na utilização de babetes e fraldas de pano… Ao princípio parece que não são necessários mas chega a uma altura em que tens de ter um por divisão... no mínimo…”  No seguimento deste tema, faço então a pergunta sobre a chucha no chão, com e sem Mãe por perto... Obviamente que alguém com pouco contacto com bebés vai ser muito picuinhas com isto... Será? “O critério é o chão onde cai. Se cai num chão minimamente limpo muito bem, se cair num sítio a roçar o tóxico vai logo ser lavada. O que, por exemplo, acontece sem a mãe ver é que normalmente ela acaba a sopa, eu passo a colher pela boca, passo por água e está limpa… A ASAE chumbava-me mas ela continua saudável e não há necessidade de ter barreiras extra de cuidados! Quanto mais depressa eles comerem terra melhor!” Apesar de concordar plenamente com a linha de raciocínio, pergunto-me se, não tendo contactado com muitos bebés antes do Sebastião, conseguiria ter esta lucidez. Perguntei ao João como lhe nasceram estes ideais e a resposta entrou-me na cabeça como uma daquelas lições que os avós nos dão: “A mim sempre me disseram: “O primeiro é de Cristal, o segundo é de Metal, o terceiro é de Borracha e eles sobrevivem todos”... E eu pensei logo: “Se é assim vou já fazer tranquilamente para que o meu primeiro seja já de Borracha”... Tento mesmo ser o mais descontraído possível e tem corrido muito bem, para mim e para a Catarina…”  Antes de nos despedirmos, acabei por fazer a pergunta que faço sempre aos Pais de meninas: “Queria um rapaz primeiro porque eles são muito mais enérgicos, pelo que ouço… Portanto queria primeiro o rapaz porque sou mais novo e tenho mais paciência do que vou ter no segundo… Só isso!” Segundo este pensamento posso, mais uma vez, considerar-me um sortudo, mas há também a outra história de a cegonha trazer sempre primeiro o calminho para nos dar vontade de mandar vir mais e só manda os problemáticos depois...  Para a semana cá nos encontramos outra vez... 

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Licenças, viagens e crianças que não dão trabalho...

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